Aromaterapia, Óleos Essencias, Ficha Técnica

ÓLEOS RAROS DO PERU

Olá 🙂 Recebi a newsletter da Laszlo e achei muito interessante essa informação sobre os óleos raros do Peru.
Confirma a informação!!
A altitude onde estas plantas crescem geram óleos de qualidade únicas quimiotipadas somente encontradas nesta área do planeta.

Ambas, ervas conhecidas como poejo-dos-Andes. Possuem alto teor de pulegona, componente típico do nosso poejo, mas com o diferencial de possuir elevado teor de mentona também. Nas montanhas elevadas do Peru, crescem espontaneamente estas ervas que são empregadas contra o mal das alturas. O seu óleo essencial é inalado e passado na testa e nuca visando combater o mal estar dos viajantes. São óleos analgésicos e expectorantes, com ação parecida com a do poejo e do hortelã-pimenta.

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OE MATICO (FALSO – JABORANDI) GT PERU 10,1 ML Piper aduncum

Matico é o nome dado no Peru a uma planta conhecida no Brasil como falso-jaborandi ou aperta-ruão. O quimiotipo da floresta amazônica Peruana é rico em ocimeno e cineol, não sendo tóxico como outros quimiotipos ricos em safrol. A presença elevada de ocimeno neste óleo o faz ter um agradável e diferenciado aroma cítrico, muito especial para perfumes. Ao ocimeno são creditadas propriedades antifúngicas, além de ser um feromônio produzido pelas abelhas para inibir na colméia, a formação de ovários em abelhas obreiras. É um óleo relaxante e anti-estresse.

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OE MURTA DOS ANDES ( ARRAYÁN ) GT PERU 10,1 ML Luma chequen

Luma Chequen é uma planta nativa da região dos Andes entre o Chile e a Argentina sendo uma espécie arbustiva. Seu óleo essencial possui alta concentração de alfa-pineno, o mesmo princípio ativo do óleo de pinheiro silvestre. O a-pineno possui ação benéfica na inibição das enzimas envolvidas na degradação das cartilagens, sendo benéficos óleos ricos nesta molécula, no tratamento da artrose e osteoporose, uma vez que também auxilia na recalcificação óssea [Leia mais em:http://laszlo.ind.br/campanhas/As-Mumias-Contam-o-Segredo-dos-Ossos-Fortes-dos-Faraos.pdf]
 A murta-dos-Andes ou Arrayan, tem suas folhas utilizadas na  medicina popular em infusões, para o tratamento de reumatismo, gota, tosse e diarreia.
 Foi identificada propriedade antimicrobiana deste óleo essencial contra Escherichia coli ATCC 25922, Staphylococcus aureus ATCC 25923, Proteus vulgaris CECT 484 CECT 1394 Candida albicans, Cryptococcus neoformans CECT 1078, Cladosporium Cladosporium e Aspergillus fumigatus CECT 2111 CECT 2071, estes resultados justificam o uso desta planta na medicina tradicional. Além disso este óleo também é rico em propriedades antioxidantes. Veja mais em: http://cybertesis.unmsm.edu.pe/bitstream/cybertesis/3605/1/Torres_cj.pdf
http://web.minsal.cl/sites/default/files/files/Libro%20MHT%202010.pdf

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OE PETITGRAIN LIMÃO RUGOSO GT PERU 10,1 ML Citrus jambhiri

Este limão se destaca por suas cascas rugosas. O óleo essencial de suas folhas é rico em d-limoneno, mas a presença de certa concentração de ocimeno, geranial, neral e linalol, fazem com que ele tenha uma aroma muito especial diferenciado de outros petigrains.
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OE PETITGRAIN POMELO GT PERU 10,1 ML Citrus maxima
O Pomelo é a maior fruta cítrica do mundo. Seu óleo essencial se assemelha muito ao óleo das folhas do limão rugoso, contudo a presença de eugenol e citronelal criam um perfume especial neste óleo.

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OE VERBENA LIMÃO ( CEDRÓN) GT PERU 10,1 ML Aloysia triphylla

A verbena-limão, ou cidró, cidrão, Lúcia-lima, é uma erva arbustiva muito empregada na forma de chá. Seu óleo essencial é raro ser encontrado no mercado sendo rico em citronelal, citronelol, limoneno, citral entre outros. É um óleo muito antiinflamatório, de propriedades antifúngicas, além de útil no alívio de dores. No emocional acalma, reduz o estresse e a ansiedade.
 Clique aqui, e tenha acesso as cromatografias destes óleos novos da LASZLO: http://goo.gl/Tz1x4b
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Aromaterapia, Óleos Essencias, Ficha Técnica, Massagem

Gurjan, o óleo da Árvore que aprendeu a dominar o ar

Outro lindo post de Fábian Laszlo sobre o Óleo Essencial de Gurjan

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Conheça as incríveis propriedades do óleo gurjan, que já foi utilizado na Índia até para tratar de lepra!

gurjan minitree.jpgO óleo de gurjan ou gurjun (Dipterocarpus turbinatus (= D.alatus) é conhecido na Ásia também como copaíba indiana (por sua semelhança de aplicação ao óleo de copaíba), sendo obtido da destilação da madeira da árvore. É um produto comercializado há séculos e possui no oriente milagrosas propriedades terapêuticas e um amplo emprego deste óleo essencial como fixador de perfumes, por possuir um aroma muito delicado e sutil (levemente doce e amadeirado) que não interfere intensamente no contexto da fragrância.

Em geral, nota-se que óleos essenciais com boas porcentagens dos isômeros alfa-copaeno, alfa e beta-gurjuneno, como o gurjan, possuem efeito no sistema nervoso central como ansiolíticos e sedativos [1,2]. Além disso, estes compostos também agregam a estes óleos potencial antiinflamatório [1].

O que diferencia o óleo de gurjan daquele obtido de inúmeras outras árvores ricas em sesquiterpenos, como a própria copaíba, é justamente o processo de inflorescência desta planta. Em milhões de anos de evolução ela “estudou” o “vento” e se adaptou a desenvolver um meio de propagação “aerodinâmico” com sementes que caem girando como pequenos helicópteros. Uma árvore com um foco de aproveitamento tão interessante do elemento “ar”, nos denota, dentro de um contexto antroposófico, grande potencial de uso de seu óleo essencial nos domínios da mente. É um óleo que atua harmonizado os pensamentos de uma mente excessivamente agitada, facilitando entrar-se em ondas alfa, contribuindo assim na meditação, relaxamento e estudo. Para isso, basta seu emprego em difusores de ambiente na dose de 6-15 gotas, ou em massagens a 3% visando trazer profundo estado de relaxamento em indivíduos mentalmente agitados (associe com lavanda ou pindaíba para um efeito ainda melhor).

Existem dois quimiotipos principais deste óleo em comércio. Um rico em alfa-copaeno (40-75%) e outro rico em alfa-gurjuneno (40-75%), tendo ambos usos e aromas muito similares. A oleoresina de gurjan possui 75% de óleo essencial e é obtida pelo corte da madeira para que escorra e seja coletada em um frasco. É coletada 4-10 vezes entre os meses de agosto a fevereiro e 300 árvores rendem 36kg num mês. O óleo essencial é obtido pela destilação desta oleoresina [10].

gurjan.jpgO copaeno é um componente que aumenta a atividade antioxidante dentro das células e não possui efeito genotóxico ao DNA [5], e esta sua capacidade de aumentar a defesa antioxidante do corpo é que permite que esta molécula tenha também ação hepatoprotetora [6]. Este mecanismo de ação é o que explica muitas das propriedades terapêuticas do óleo de gurjan.

Na Índia este óleo foi muito utilizado como terapia natural para a hanseníase (lepra) com resultados de controle da doença com seu uso local prolongado. Na página 458 do livro “Hanseníase” de Jaime Benchimol, cita-se que o óleo de gurjan não cura a lepra, mas que “…sem dúvidas, com o seu uso continuado há uma grande melhoria. As úlceras curam e a forma tubercular desaparece com o seu uso. Tão logo se para de usar o óleo, todos os sintomas reaparecem como antes…” [9].

Na página 189 de “A Review of Dipterocarps” vemos escrito: “A Farmacopéia da Índia de 1868 oficialmente descreve o gurjam como um estimulante das mucosas, especialmente do sistema gênito-urinário e como diurético. Contudo usuários da medicina indiana observaram ser menos eficiente que a copaíba neste tipo de uso. Ele é útil na leucorréia e outros fluxos menstruais, psoríase, e também no tratamento de lepra (usado tanto externa quanto internamente). Todas as variedades de óleo de gurjan são igualmente úteis como estimulantes locais, ma as variedades vermelha, marrom avermelhada claro ou amarelo claro, são as melhores para uso interno. A eficácia deste óleo essencial é aumentada pela associação com óleo de Chaulmogra” [10].

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Na página 166 do livro “Handbook of Ayurvedic Medicinal Plants: Herbal Reference Library” é citado como benéfico para o tratamento da bronquite além de todas as indicações acima citadas da Farmacopeia da Índia. É citado no livro a dosagem oral de 2-6 gramas ao dia [11]. Há referência de seu uso tópico puro no tratamento de bicho geográfico [12], apesar do óleo de tea tree para isso ser infalível e mais potente.
Enquanto na Índia é conhecido como óleo de gurjan, em Myanmar (Birmânia) é chamado de “óleo de kanyin ou óleo In”, onde é empregado como um anti-séptico para limpar feridas e substituto para a copaíba para tratar gonorreia. Em Myanmar também é empregado para tratar úlceras e feridas em cascos e pés de vacas. Já foi muito utilizado no exterior para adulterar o óleo de copaíba exportado do Brasil e o óleo de patchouli produzido na índia e Indonésia. Ainda é muito utilizado em Myanmar para ser queimado em tochas e como secativo de pintura a óleo no lugar do óleo de linhaça [10]. Possui potencial em pinturas litográficas por ter ação anti-corrosiva de ligação com o ferro [12].

Foi identificado que o a-copaeno, componente principal do óleo de gurjan, é um componente presente em consideráveis quantidades na fração volátil aromática das batatas [3]. Sua presença pode ter uma importância mais ampla, ainda desconhecida na defesa desta planta contra pragas, já que o isômero b-cariofileno produzido pelas raízes do milho tem ação atrativa de nematóides que são convocados para se alimentar de larvas de percevejos que estejam atacando as raízes do milho [4]. Sabe-se que o a-copaeno é um feromônio para muitos insetos, como mosca-das-frutas-do-mediterrâneo [7] e possui efeito repelente e mortal contra cupins (C. curvignathus) [8].

Composição (óleo da Laszlo – Gurjan QT copaeno):

α-elemeno 1.2
ylangueno 0.3
α-copaeno 46.5
α-gurjuneno 3.1
β-elemeno 2.3
β-cariofileno 19.7
β-gurjuneno 0.2
humuleno 4.1
alloaromadendreno 1.4
γ-muuroleno 2.5
δ-selineno 1.4
calameneno 0.8
δ-cadineno 10.3
oxido cariofileno 0.5
epi-cubenol 0.5

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Indicações terapêuticas:

– Sedativo e ansiolítico +++
– Insônia ++
– hipotensor ++
– Anti-inflamatório útil em bursites, artrites e reumatismos +++
– Fibromialgia ++
– Analgésico no alívio de dores (útil em tendinites, contusões, reumatismos e distensões musculares) ++
– Antiespasmódico (cólicas menstruais e de outros tipos) ++
– Tensão muscular +
– Anti-ulcerativo e gastroprotetor ++
– Cicatrizante útil em feridas e queimaduras +++
– Eczema, psoríase, dermatites ++
– Fixador de perfumes +++
– Cistite e como diurético +
– Bronquite, asma e tosse ++


Autor:

Fábián László
Cientista Aromatólogo
ESTE TIPO DE CONHECIMENTO SOBRE ÓLEOS ESSENCIAIS É UM PEQUENO EXEMPLO DO QUE VOCÊ APRENDE EM AULAS DE AROMATOLOGIA CONOSCO, SAIBA DATAS DE CURSOS EM NOSSA ESCOLA: www.ibraromatologia.com.br

Óleo essencial de GURJAN você encontra atualmente nas melhores revendas da Laszlo em todo o país (link para localizar um revenda próxima em sua cidade: http://goo.gl/cPFQbL). Também pode ser adquirido em nossa loja virtual (http://goo.gl/M4WlZ9) se em sua cidade não existir alguma revenda nossa.
Referências:

[1] Kobayashi C et al. Pharmacological evaluation of Copaifera multijuga oil in rats. Pharm Biol. 2011 Mar;49(3):306-13.

[2] Takemoto H, et al. Sedative effects of vapor inhalation of agarwood oil and spikenard extract and identification of their active components. J Nat Med. 2008 Jan;62(1):41-6.
[3] Morris WL, et al. Utilisation of the MVA pathway to produce elevated levels of the sesquiterpene α-copaene in potato tubers. Phytochemistry. 2011 Dec;72(18):2288-93.
[4] Smith WE, Set al. A maize line resistant to herbivory constitutively releases (E) -beta-caryophyllene. J Econ Entomol. 2012 Feb;105(1):120-8.
[5] Türkez H, et al. Effects of copaene, a tricyclic sesquiterpene, on human lymphocytes cells in vitro. Cytotechnology. 2014 Aug;66(4):597-603.
[6] Vinholes J, et al. Hepatoprotection of sesquiterpenoids: a quantitative structure-activity relationship (QSAR) approach. Food Chem. 2014 Mar 1;146:78-84.
[7] Todd E. Shelly. Exposure to α-Copaene and α-Copaene-Containing Oils Enhances Mating Success of Male Mediterranean Fruit Flies (Diptera: Tephritidae). Annals of the Entomological Society of America 94(May 2001):497-502 · January 2009
[8] Roszaini, K., et al. Toxicity and antitermite activity of the essential oils from Cinnamomum camphora, Cymbopogon nardus, Melaleuca cajuputi and Dipterocarpus sp. against Coptotermes curvignathus Wood Sci Technol (2013) 47: 1273.
[9] Jaime L. Benchimol, Magali Romero Sá, Adolpho Lutz – Hanseníase – v.1, Livro 2. Editora FIOCRUZ
[10] Simmathiri Appanah, et al. A Review of Dipterocarps: Taxonomy, Ecology, and Silviculture. CIFOR, Bogor, Indonesia
[11] Kapoor L. D.(2000) Handbook of Ayurvedic Medicinal Plants: Herbal Reference Library. CRC Press
[12] CABI. The CABI Encyclopedia of Forest Trees. CABI (October 21, 2013)

Aromaterapia, Óleos Essencias

Óleos Essenciais e Tricomoníase

Cientistas vêem descobrindo que óleos essenciais podem ser um tratamento natural alternativo para a tricomoníase. Dentre vários óleos estudados, o de manjericão foi o mais eficaz.

A tricomoníase é uma infecção genital causada pelo protozoário Trichomonas Vaginalis, que é a doença não-viral mais comum sexualmente transmitida e os medicamentos nitroimidazóis são utilizados em seu tratamento. Contudo, um grande número de T. vaginalis têm se tornado resistentes a estes medicamentos, que torna necessário o desenvolvimento de alternativas urgentes. Sua transmissão ocorre por meio das relações se xuais ou contato íntimo com secreções de uma pessoa contaminada.
Nas mulheres a tricomoníase é uma das principais causas de vaginite e corrimento vaginal, mas costuma ser uma infecção assintomática nos homens. O protozoário causa lesão do epitélio vaginal, levando à formação de úlceras microscópicas que aumentam o risco de contaminação por outras DSTs. A pessoa pode ter intensa coceira, queimação e sensibilidade na vagina, assim como sensação de queimação ao urinar.
Inúmeros pesquisadores desenvolveram estudos muito positivos com óleos essenciais no tratamento da tricomoníase. Dentre os inúmeros estudos feitos in vitro, temos ótimos resultados para o óleo de tea tree (Melaleuca alternifolia) na diluição de 300 mg/ml matando todas os parasitas [1], sendo que há casos de experiência in vivo com o uso do óleo de tea tree em gel com sucesso no tratamento deste parasita [2]. Sugestão de uso de gel a 3%.
Um estudo realizado com os óleos de lavanda (Lavandula angustifolia) e lavandim (Lavandula x intermedia) eliminou completamente as tricomonas in vitro em concentração inferior a 1% [3].
O geraniol, principal componente ativo do óleo de palmarosa foi eficiente em diluição ainda mais baixa que o tea tree contra o parasita, a 342.96 µg/ml e 171.48 µg/ml, foi capaz de matar dois isolados diferentes de T. vaginalis de forma muito eficiente, mostrando que óleos ricos neste composto, como a palmarosa e o gerânio, são muito úteis nesta terapia [4].
Menos potente que o geraniol, mas ainda mais eficaz que o tea tree foi o beta-cariofileno, principal componente do óleo de copaíba. Na diluição de 500 µg/mL este componente foi 100% eficaz contra a T. vaginalis in vitro [5].
Um estudo feito com o óleo de cominho negro (Nigella sativa) mostrou que este óleo é tão eficaz quanto o metronidazol, medicamento comumente empregado na terapia contra a T. vaginalis [6].
E por último, uma pesquisa recente (2015) realizada no Cairo, Egito, mostrou que o óleo de Mastique (Pistacia lentiscus) foi eficaz contra a T. vaginalis na dose de 15 mg/ml após 24 h de incubação. Mas este grupo testou também o óleo de manjericão QT linalol (Ocimum basilicum) que foi de todos os óleos até hoje, o mais eficiente. O óleo de manjericão conseguiu destruir todos os parasitas na dose de 30 μg/ml após 24 h de incubação. Os autores deste estudo concluíram que estes óleos essenciais podem ser uma promissora terapêutica no tratamento da tricomoníase, especialmente aquela resistente aos tratamentos convencionais [7].
Eficácia de acordo com estudos:

  • Óleo de manjericão 30 μg/ml
  • Geraniol (palmarosa) 500 µg/mL
  • Óleo de mastique 15 mg/ml
  • Óleo de tea tree 300 mg/ml
  • Óleo de lavanda e lavandim <1%
  • Óleo de cominho negro ?
  • b-cariofileno (copaíba) 500 µg/mL

Como muitos óleos essenciais atuam de forma sinérgica, tendo seus efeitos potencializados quando associados, a associação de alguns destes óleos essenciais, especialmente os que exigiram menor diluição para alto resultado, pode ser uma interessante terapêutica alternativa e um linha de pesquisa sugestiva para acadêmicos estudarem.
Sugestão de gel:

  • Palmarosa, copaíba ou mastique 0,5-1%
  • Tea tree 1%
  • Manjericão verde QT linalol – 0,5-1%
  • Cominho negro ou lavanda – 0,5%
  • Base gel 97%

Autor: Fábián László
Cientista aromatólogo

Referências:

  1. Viollon C, Mandin D, Chaumont JP. Antagonistic activities, in vitro, of some essential oils and volatile natural compounds against the growth of Trichomonas vaginalis. Fitoterapia, 67: 279-281. December 1995
  2. Peña EF. Melaleuca alternifolia oil-its use for trichomonal vaginitis and other vaginal infections. Obstet. Gynecol., 19: 793-795 (1962)
  3. Moon T. Antiparasitic activity of two Lavandula essential oils against Giardia duodenalis, Trichomonas vaginalis and Hexamita inflata. Parasitol Res. 2006 Nov;99(6):722-8. Epub 2006 Jun 2.
  4. Dai M, et al. Anti-Trichomonas vaginalis properties of the oil of Amomum tsao-ko and its major component, geraniol. Pharm Biol. 2016;54(3):445-50.
  5. Rafael Alberto Martínez-Díaz, et al.Trypanocidal, trichomonacidal and cytotoxic components of cultivated Artemisia absinthium Linnaeus (Asteraceae) essential oil. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2015 Aug; 110(5): 693–699.
  6. Mahmoud MA et al. Are the fatty acids responsible for the higher effect of oil and alcoholic extract of Nigella sativa over its aqueous extract on Trichomonas vaginalis trophozoites? J Parasit Dis. 2016 Mar;40(1):22-31.
  7. Ezz Eldin HM, Badawy AF. In vitro anti-Trichomonas vaginalis activity of Pistacia lentiscus mastic and Ocimum basilicum essential oil. J Parasit Dis. 2015 Sep;39(3):465-73.
Aromaterapia, Óleos Essencias

Óleos Essenciais X Antifúngico Nistatina

Outro artigo muito interessante de Fábio Laszlo

CANDIDÍASE: ÓLEOS ESSENCIAIS X ANTIFÚNGICO NISTATINA
 
Artigo mostra que de 3 óleos essenciais testados com a nistatina, apenas 1 teve ação sinérgica e mostra quais óleos foram mais potentes que este antifúngico de mercado.
A nistatina é conhecida geralmente por Mycostatin é um medicamento antifúngico que pode ser encontrado nas farmácias com outros nomes como Candistatin, Canditrat, Inofungin ou Nistatec, por exemplo e, é usado para tratar a candidíase oral ou vaginal. Atualmente alguns fungos têm se tornado resistentes à nistatina, além de que a nistatina pode causar consideráveis problemas colaterais, como danos renais. Desta forma, novas alternativas têm sido procuradas.
Um grupo de cientistas italianos investigaram a ação sinérgica entre alguns óleos essenciais anti-fúngicos e a nistatina [1]. Eles testaram os óleos de gerânio (Pelargonium graveolens), orégano (Origanum vulgare), tea tree (Melaleuca alternifolia) junto da nistatina visando possibilitar a redução de sua dosagem, e consequentemente, seus efeitos colaterais.
A pesquisa [1] demonstrou que o óleo essencial de orégano apresentou um potente efeito sinérgico com a nistatina, possibilitando redução de sua dosagem com inibição de todas as espécies de Candida testadas. O óleo de tea tree teve apenas um efeito aditivo, sem grande impacto diferencial. E o óleo de gerânio não ofereceu nenhum tipo de ação sinérgica.
O óleo de orégano foi também testado em paralelo sem a nistatina em outro estudo. Tanto o óleo essencial de orégano (Origanum vulgare) quanto o de cravo-da-Índia (Syzygium caryophyllatum) inibiram todas as espécies de Candida testadas e foram antifúngicos mais potentes do que a nistatina e o fluconazol em estudo comparado na mesma dosagem, o que mostra que poderiam ser também utilizados em substituição a estes medicamentos a um custo benefício melhor.
Autor: Fábián László
Cientista aromatólogo

Referências:

  1. Rosato A, et al. In vitro synergic efficacy of the combination of Nystatin with the essential oils of Origanum vulgare and Pelargonium graveolens against some Candida species. Phytomedicine. 2009 Oct;16(10):972-5.
  2. Vinaya Bhat, et al. Denture stomatitis, herbal essential oils, clove oil, origanum vulgare, Candida spp., nystatin, fluconazole. NUJHS Vol. 4, No.1, March 2014, ISSN 2249-7110 http://www.nitte.edu.in/journal/March%202014/46-51.pdf
Aromaterapia, Óleos Essencias, Ficha Técnica, Receitas

Ylang Ylang no combate da Zica, Dengue e Chikungunya

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Você está cansado do cheiro de citronela e de cravo para repelir mosquitos? O aroma nada afrodisíaco da citronela à noite num quarto agora pode ser substituído por um novo óleo essencial, conhecido há muito tempo na aromaterapia como um afrodisíaco, é o óleo de ylang ylang. 
 
Em dezembro do ano passado, cientistas da Tailândia [1] publicaram um artigo científico onde apontam uma descoberta interessantíssima, que o óleo de ylang ylang possui considerável ação repelente do Aedes Aegypti, o temido mosquito transmissor dos vírus da dengue, zica e chikungunya.
  
O estudo foi feito com o óleo essencial completo das flores do ylang ylang (Cananga odorata), uma flor muito perfumada de origem asiática. O óleo foi testado contra 3 espécies de mosquitos Aedes aegypti, Anopheles dirus (vetor da malária), e Culex quinquefasciatus (vetor da filariose e do vírus Oropouche).
 
 O óleo teve ação mortal contra os mosquitos com eficácia de 96 % (fAe. aegypti), 98.4 % (An. dirus), e 100 % (Cx. quinquefasciatus) com efeitos de mortalidade após 24-48 horas de exposição. A ação repelente do óleo essencial a 10% foi de 66% para Ae. aegypti, 92% para An. dirus, e 90% para Cx. quinquefasciatus.
 
 Dentre inúmeros óleos estudados até hoje, o mais eficiente foi o de cravo-da-índia [2], que supera a citronela e todos os demais. Ele é empregado em diluições de 3-5%. Mas pode arder em áreas sensíveis, então, outras alternativas aromáticas se fazem necessárias.
  
Além do ylang ylang, outros óleos se mostram como interessantes alternativas. Um deles é o óleo da semente de aipo (Apium graveolens). Em um estudo [3] na Índia, ele mostrou ter 100% de eficácia de repelência de contra o Aedes aegypti durante 165 minutos, quase 3 horas!
 
Ninguém pensa no óleo de hortelã como repelente de mosquitos, mas foi constatado em outra pesquisa [4] que ele promove 100% de repelência contra o Aedes aegypti durante 150 minutos (1 hora e 20 minutos).
  
Também vale citar o caso da palmarosa (Cymbopogon martini) que é uma variedade de capim parente da citronela, de aroma mais agradável, com delicado cheiro de rosa. Não há estudos ainda sobre seu uso na pele contra o A. aegypti, mas contra o Anopheles sundaicus, transmissor da malária, 1ml de óleo de palmarosa passado puro nas partes do corpo expostas ao mosquito à noite, mostrou ter 98.7% de proteção dentro de casa, e 96.52% de proteção fora de casa durante 12 horas de observação [7].
 
 Curiosamente, o uso do óleo de palmarosa (C. martinii) também conseguiu em difusores repelência de 97% [5], superior a da citronela que foi de 14% [6] contra os mosquitos dos gêneros Aedes spp. e Culex spp. 
 
 E por último, ainda temos o óleo de patchouli (Pogostemon cablin) que teve ação repelente de até 2 horas na diluição de 10% e 50%.
 
Bom, quando for precisar de uma repelente alternativo mais agradável, você agora tem estas alternativas. Associar alguns destes óleos com o óleo de andiroba como base, te dará um efeito de repelência mais prolongado.
  
Dicas:
  
REPELENTE 1 – AROMA FLORAL
Óleo gorduroso de andiroba 95%
Óleo essencial de palmarosa 2%
Óleo essencial de ylang ylang 3%
 
 
REPELENTE 2 – AROMA TERROSO/MASCULINO
Óleo gorduroso de andiroba 95%
Óleo essencial de aipo sementes 1%
Óleo essencial de cravo da índia 2%
Óleo essencial de patchouli 2%
 
 
Autor:
Fábián László
Cientista Aromatólogo
 
Referências:
 [1]. Soonwera M. et al. Efficacy of essential oil from Cananga odorata (Lamk.) Hook.f. & Thomson (Annonaceae) against three mosquito species Aedes aegypti (L.), Anopheles dirus (Peyton and Harrison), and Culex quinquefasciatus (Say). Parasitol Res. 2015 Dec;114(12):4531-43. 
 
[2]. Trongtokit Y, et al. Comparative repellency of 38 essential oils against mosquito bites. Phytother Res. 2005 Apr;19(4):303-9.
 
[3]. Kumar S, et al. Larvicidal, Repellent, and Irritant Potential of the Seed-Derived Essential oil of Apium graveolens Against Dengue Vector, Aedes aegypti L. (Diptera: Culicidae). Front Public Health. 2014 Sep 18;2:147. 
 
[4]. Kumar S.et al. Bioefficacy of Mentha piperita essential oil against dengue fever mosquito Aedes aegypti L. Asian Pac J Trop Biomed. 2011 Apr;1(2):85-8.
 
[5]. Müller GC. Efficacy of the botanical repellents geraniol, linalool, and citronella against mosquitoes.J Vector Ecol. 2009 Jun;34(1):2-8.
 
[6]. Songkro S. Effects of glucam P-20, vanillin, and fixolide on mosquito repellency of citronella oil lotions.J Med Entomol. 2012 May;49(3):672-7.
 
[7]. M.K. Dasa & M.A. Ansarib Evaluation of repellent action of Cymbopogan martinii martinii Stapf var sofia oil against Anopheles sundaicus in tribal villages of Car Nicobar Island, Andaman & Nicobar Islands, India. J Vect Borne Dis 40, September & December 2003, pp 100–104
Aromaterapia, Óleos Essencias, Cuidados na utilização

Gravidez e os Óleos Essenciais

safety-pregnancyNa gravidez e no período de amamentação é muito importante tomar cuidado com certos Óleos essenciais.

A dosagem deve ser reduzida para metade, por precaução e alguns óleos essenciais devem ser totalmente excluídos da lista da gestante e da mamãe que está alimentando o seu Bebê.

São eles:

Manjericão, Canela, Anis estrelado, Erva-doce, Alecrim, Oregano, Valerian, Cedarwood, Pimenta-do-Reino, Juniper, Marjoram, Menta, Tomilho, Cravo, Sálvia, Clary Sage, Noz Moscada, Bay, Pimento Berry, Esteva, Estragão, Nardo.

Portanto, tome cuidado!

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Aromaterapia, Óleos Essencias, Ficha Técnica

May-Chang  – Óleo Essencial

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Nome latino: Litsea citrata

Família: Lauraceae

Guia de compra:

  • Cor: amarelo-claro e amarelo
  • Viscosidade: úmido
  • Aroma: doce, fumarento, lembrando limão.

Países de origem: China e Java.

Descrição: Árvore tipo arbusto que cresce até 9 m, pertencente à família do loureiro. As flores verde-vivas em forma de lança têm galhos finos com flores brancas peluginosoas e frutinhos verdes e redondos mais ou menos do tamanho de uma pimenta em grão.

Partes usadas: fruto maduro.

Método de extração: destilação à vapor.

Rendimento:  2%

Usos mais importantes:  Nervoso, tônico geral, relaxante,tratamento da pele, acne, indigestão, depressão, ansiedade, estresse, inapetência, anorexia, limpeza, tonificação dos tecidos, celulite.

Propriedades terapêuticas: calmante, anti-infeccioso, antibiótico, estimulante, vulnerário, anti-séptico, estomacal, anti-depressivo.

Principais componentes químicos: citral, neral, geranial, linalul

Mistura-se bem com: Manjericão, louro, benjoim, pimenta-do-reino, cardomomo, cedro, camomila romana, esclareia, coentro, cipreste, Eucalyptus citriodora, Eucalyptus radiata,  olíbano, gerânio, grapefruit, zimbro, majerona, laranja, patchouli, palmarosa, petitgrain, alecrim, sândalo, tea tree, tomilho-lanoso, vetiver, ilangue-ilangue.

Fatos interessantes: Deu-se a essa planta o nome de “cubeba” porque os frutinhos redondos parecem os da trepadeira Piper cubeba, uma planta nativa de Java. A druta de árvore também dá um condimento forte para carnes conhecido como sambal, e as flores dão sabor ao chá. O óleo é amplamente usado em perfumes do tipo cítrico.

Contra indicação: Não se tem notícia de nenhuma

 

Retirado do livro: A – Z Aromaterapia – Susan Worwood