Método de Extração III

O vapor sobe, sobe e se junta… As nuvens aparecem, a chuva cai e tudo floresce..

Vapor_by_SolPeruibe

Vapor_by_SolPeruibe

Destilação

Já foi muito comum a época do alambique móvel tocado a fogo direto. Os alanbiques eram carregados nas costas de burros até as plantações. O método da destilação evoluiu muito, sendo o principal método de extração de óleos essenciais de qualidade atualmente. Vejamos algumas das diferentes maneiras de extrair óleo essencial por destilação.

I – Hidrodestilação

O alambique consiste basicamente de três partes:

  • um vaso metálico, conhecido por caldeira ou cucúrbita, onde ficam as plantas que serão destiladas
  • um capitel que é o capacete do alambique. O capitel faz uso de parafusos com orelhas projetados para aguentar alta pressão. O capitel é prolongado por um pescoço que se afunila conhecido como “col de cygne” ou pescoço de cisne. Finalmente;
  • uma serpentina refrigerada que fica na extremidade do capitel. Essa serpentina feita de uma tubulação de cobre tem o propósito de fazer a água circular condensando o vapor.

A temperatura inicial de 100ºC dentro da caldeira é abaixada até aproximadamente uns 15kC. O óleo essencial sai gotejando dentro de um vaso florentino. O vaso coleta óleo essencial e água destilada ue se condensou. É necessário aumentar essa temperatura para óleos essenciais que se cristalizam por volta de 15ºC. Isso cocorre com óleo de anis, badiana, alcravia,menta, rosa e funcho. Para isso, regula-se a entrada de água de modo a manter 30ºC a 40ºC na saída da serpentina.

Em geral, como os óleos essenciais tgem densidades por volta de 0,8 a0,9 (menor que a água), ficam normlamente boiando em cima da água. O operador retira o óleo por cima d’água com uma concha. O que caracteriza este métdo é a matéria prima ficar imersa dentro da água da caldeira. Extrair óleo essencial é uma arte.

O método exige muita experiência para não correr o risco de queimar as ervas. Se isto acontecer, o óleo essencial ficará com cheiro empireumático característico de plantas que foram degradas pelo calor. Os produtos formados na pirólise são:

  • a acroléina (líquido venenoso, inflamável, de odor acre)
  • a trimelilamina (substância de odor pungente com cheiro de amoníaco); e
  • outras substâncias do tipo creosoto (uma mistura de tóxicos fenóis principalmente o guaiacol e o creosol)

A hidrodestilação é muito comum com plantas do tipo:

  • canela que tem as casca pulverizadas para extrair o óleo essencial;
  • rosa, principalmente porque a água não permite a formação de massa gelatinosa. Isso ocorre na extração com o vapor, o que impede assim a extração da essência.

O inconveniente deste método, mais simples e rudimentar, é que cocorrem certas reações quimicas (devido a planta ficar em contato com a água e o calor por muito tempo). Algumas reações decompõem constituintes químicos dos óleos essenciais transformado-os em cetonas (atlantona,bisbolenona). Outras reações hidrolisam ésteres e polimerizam aldeídos.

II – Destilação com vapor d’água saturado à pressão atmosférica

Neste método, há um disco perfurado no fundo da caldeira para separ a erva da água. É um método usado com plantas que liberam um alto teor aromático como a hortelã e o eucalipto. A erva fica em cima do disco e a água fica logo abaixo no compartimento inferior. Sob esse fundo falso, há dois tipos de serpentinas:

  • uma perfurada para liberar o vapor; e
  • outra fechada para ajudar a manter o aquecimento da caldeira correto a fim de tornar a destilação a mais econômica possivel.

O método de destilação com vapor d’água saturado à pressão atmosferérica é um pouco mais elaborado do que o da hidrodestilação, pois permite que se faça a retificação do óleo. Retificação nada amis é que repetir o processo várias vezes de vaporizar os componentes mais voláteis do óleo e liquefazê-los. Isso é feito por duas razões principais:

  • muitas vezes, uma simples destilação não é suficiente para extrair toda a essência contida na planta;
  • outras vezes, se deseja um óleo essencial de grau farmacêutico. Para atingir o grau de pureza desejado, é necessário redestilá-lo várias vezes.

Notamos que o termo retificar foi usado no sentido de redestilar um líquido até ficar puro. A fim de evitar confusões, é preciso assuntar se o termo retificar está sendo usado no sentido técnico ou no sentido popular e predominante de “corrigir; emendar”. Aproveitando para esclarecer alguns outros termos usados na especificação dos óleos essenciais:

  • Óleo retificado: é um óleo que foi redestilado para assegurar um certo grau de pureza. É um óleo geralmente transparente, incolor e de grau farmacêutico cujo intuito é ser usado principamente na indústria farmacêutica para fazer remédio ou até para ingestão. O termo retificar gera confusão, portanto sugerimos chamar o óleo retificado de óleo puro ou ainda de óleo enriquecido.
  • Óleo adulterado: é um óleo normalmente vendido como se fosse um óleo esencial puro. Esse óleo, entretanto, foi acrescido de óleo vegetal, ftalado dietílico ou outros componentes com o intuito de aumentar o volume do óleo. Essa distorção o torna impróprio para uso terapêutico.
  • Óleo reconstituído: é um óleo que tem componentes de plantas, porém a composição final é feita pelas mãos do home. Por exemplo, o álcool geraniol está presente tanto no caríssimo óleo de rosa quanto no óleo essencial de gerânio. Se o geraniol, mesmo de origem botânica for adiciondo ao óleo de rosas irá alterá-lo. Certas funções terapêuticas não serão mais as mesmas. A composição natura terá sido alterada.
  • Óleo sintético: não é recomendado para tratamentos de aromaterapia. A composição de um óleo sintético tende a ser bem mais simples do que a óleo natural. É muito dificil, se não impossível, reproduzir com fidelidade um óleo essencial botâncio por causa do grande número de componentes presentes em quatidades ínfimas. O valor terap6eutico do óleo também resid na sinergia entre todos os elementos incluindo também aqueles que apraecem apenas como traços.

A caldeira em que são feita as extrações dos óleos é geralmente cilíndrica. Isso facilita a psssagem uniforme de vapor d’água através das folhas, flores, raminhos e raízes. Em geral, as caldeiras são feitas de cobre, ferro, aço inoxidável, estanho ou alumínio.Se os óleos essenciais a serem destilados forem ácidos ou fenólicos, a caldeira não deve ser nem de cobre, nem de ferro, nem de alumínio. Primeiro porque há corrosão. Óleos essenciais ácidos como os óleos de cravo, canela e tomilho corroem esses tipos de caldeiras. Depois há outro inconveniente ate mais crítico: ocorre a transferência de metal pesado para os óleos essenciais, o que os tornam impróprios para fins terapêuticos.

Visivelmente os óleos essenciais que sofreram reações na presença de metal, calor e água são corados. Os óleos essenciais que se tornam verdes é porque possuem sais de cobre. Os fenatos de ferro são compostos deliqüescentes (se solubilizam em água) e dão uma coloração avermelhada ou até púrpura à solução. Existe um mito no mercado de que óleos coloridos são “melhores” dos que os óleos transparentes ou praticamente incolores. Os óleos corados podem até ser “bonitos”, mas os metais pesados existentes neles prejudica a qualidade do óleo:

  • os sais de cobre e chumbo que se dissolvem nos óleos essenciais torna-os absolutamente imprórpios para serem usados na preparação de medicamentos e outros fins terapêuticos por serem tóxicos;
  • também os metais pesados catalisam (aceleram) as reações de oxidações destruindo os antioxidantes naturais dos óleos essenciais.

É claro que exitem certos óleos que s|ão naturalmente coloridos:

  • o óleo esencial de camomila é azul forte (quase preto);
  • a bergamota é verde-escuro;
  • o jasmim é marrom-escuro;
  • o bejoim é vermelho-escuro.

Porém com raras exceções, a grande maioria é amarelo claro ou transparente. As cadeiras, em geral, podem ter um volume de 400 a 10.000 litros. Os operadores da produção abrem a tampa e despejam as flores e folhas dentro desse digestor. A compactação é feita por um operador que caminha em cima das folhas. Quando o vapor passa através da massa vegetal, arrasta os comopontens mais voláteis da essencia. Por isso, esse processo é também conhecido por arrasta vapor.

As caldeiras, em geral, podem ter um volume de 400 a 10.000 litros. Os operadores da produção abrem a tampa e despejam as flores e folhas dentro desse digestor. A compactação é feita por um operador que caminha em cima das folhas. quando o vapor passa através da massa vegetal, arrasta os componentes mais voláteis da essência. Por isso, esse processo é também conhecido por arrasta vapor.

Os vapores que carregam os componentes mais voláteis começam a ser arrefecidos assim que deixam a caldeira. O vapor entra dentro de condensadores tubulares que são os preferidos por sua eficiência.

O óleo essencial e a água gotejam dentro do funil do vaso florentino. Escorrem por uma tubulação interna que eqüidista das bordas e termina como se fosse um cabo de guarda-chuva. Por isso, no fundo do vaso, viram e sobrem 20 cm dentro do tubo antes de desembocarem. Concluí-se assim a destilação praticamente da mesma maneira que na hidrodestilação, exceto que: (1) o volume aqui é substancialmente maior; (2) a separação do óleo essencial da água é feita por um operador da produção que fecha o ladrão lateral situado à base do vaso florentino com uma manivela em forma de cano, o vaso enche e escorre o óleo, i.e. devido a diferença de densidade, o óleo essencial bóia e transborda pela biqueira metálica para ser coletado em bombonas ou tambores.

Os vapores que carregam os componentes mais voláteis começam a ser arrefecidos asim que deiam a caldeira. O vapor entra dentro de condensadores tubulares que são os preferidos por sua eficiência. O óleo essencial e a água gotejam dentro do funil do vaso florentino. Escorrem por uma tubulação interna que equidista das bordas e termina como se fosse um cabo de guarda-chuva. Por isso, no fundo do vaso, viram e sobem 20cm dentro do tubo antes de desembocarem. Concluí-se assim a destilação praticamente da mesma maneira que na hidrodestilação, exceto que: (1) o volume aqui é substancialmente maior; (2) a separação do óleo essencial da água é feita por um operador da produção ao que fecha o ladrão lateral situado à base do vaso florentino com umamanivela em forma de cano, o vaso enche e escorre o óleo, i.e., deivdo a diferená de densidade; o óleo essencial bóia e transborda pela biqueira metálica para ser coletdo em bombonas ou tambores.

Resulta também como subproduto dese processo de destilação o hidrolato. Basicamente, o hidrolato é a água floral que nem a água de rosas, de lavanda, de camomila, flor de laranjeira. O hidrolato chega a ter 0,2 g/litro de óleo essencial dissolvido nele na forma iônica. Isso lhe dá certas propriedades especiais para o tratamento de cútis, além de diminuir a probabilidade do próprio hidrolato causar possíveis irritações na pele.

III – Destilação a vácuo

Há também um terceira método de destialção que usa vapor seco, ou seja, vapor seco, ou seja, vapor superaquecido proveniente de um gerador próprio e independente. Este é preferido pelas grandes indústriais. Neste processo, o operador da produção enche o cesto metálico perfurado no fundo com a massa vergetal a ser destilada. Dependendo do peso, os cestos metálicos são içados por rodana e colocdos dentro da caldeira onde se encaixam perfeitamente.l A vantagem sobre o método anterior de destilação a vapor saturado é que os cestos permitem uma troca de carga sem perda de tempo ou calor. O cestso com material já destilado é rapidamente rocado por outro com material fresco.

É um método mais rápido, mas econômico e o que dá um óleo esencial de melhor qualidade por não haver contato da planta com a água. Isso diminui sensivelmente as reações de hidrólise de ésteres e polimerização de aldeídos. O interessante deste método de destilação de óleos essenciais é que:

  • por ser uma destilação à vácuo, extrai componetes que se deteriorariam antes mesmo de atingerem seu ponto de ebulição se fossem extraídos pelo método convencional;
  • é bem mais econômico a geração à vácuo parcial do que aquecer os vários componentes químicos até atingirem seu ponto de ebulição à pressão atmosférica.

Os equipamentos são praticamente iguais ao do método anterior com as seguintes diferenças: são bem mais resistentes para guentar a pressão atmosférica exerna; tem uma bomba à vácuo ligada ao condensador e; tem um separador mecânico que faz automaticamente a separação do óleo essencial da água.

Retirado do livro
Tudo sobre Aromaterapia
Adão Roberto da Silva
Rocca

2 comentários sobre “Método de Extração III

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s