Grapefruit

Grapefruit

 

Nome latino: Citrus paradasi

Família: Rutaceae

Guia de compra:

  • Cor: Amarelo a verde-claro
  • Viscosidade: Úmido
  • Aroma: Doce, quente, cítrico fresco. Os óleos círicos devem ser usados até no máximo seis meses depois da compra

Países de origem: Estados Unidos, África do Sul, Israel, Brasil

Descrição: Árvore pequena com folhas perenes, escuras e grandes, flores grandes branco-cremosas, frutos amarelos.

Partes usadas: Casca fresca

Método de extração: Compressão a frio.

Rendimento:  0,5 a 1%

Usos mais importantes: Cansaço muscular, rigidez, celulite, dor de cabeça, acne, cansaço mental, ressaca, retenção de líquido, anti-séptico, desinfetante, desintoxicação.

Propriedades terapêuticas: Tônico, digestivo, depurativo, anti-séptico, anti-infeccioso, restaurador.

Principais componentes químicos: D limoneno, gama terpineno, nutquetono, cadineno, neral, citronelal

Mistura-se bem com: gengibre, zimbro, cipreste, esclareia, cravo-da-índia, palmarosa, ilangue-ilangue, tangerina, Lavanda, gerânio, alecrim, tomilho-lanoso, hortelã pimenta,  eucalipto (todos), , pimenta-do-reino, olíbano, patchuli.

Fatos interessantes: A planta foi introduzida nas Antilhas, procedente da China, por um capitão chamado Shaddock, e o fruto ficou conhecido a partir de então como “fruto de Shaddock”. Em 1809 as sementes viajaram com os colonizadores espanhóis para os Estados Unidos, onde entretanto o grapefruit não foi cultivado para comercialização antes de 1880. Em muitas partes do mundo os produtos deteriorados dessa e de outras frutas cítricas são triturados e usados como forragem para animais.

 

Contra indicação: Não se tem notícia de nenhuma.

 

Retirado do livro: A – Z Aromaterapia – Susan Worwood

Gerânio

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Nome latino: Pelargonium graveolens, P roseum, P asperum

Família: Geranieacecae

Guia de compra:

  • Cor: Incolor a verde-claro
  • Viscosidade: Úmido
  • Aroma: Doce, suave, fresco, lembrando o da rosa

Países de origem: Ilha Reunião (para o gerânio tipo burbom), Madagascar, Egito, Argélia, Marrocos, Rússia, China, França, Estados Unidos

Descrição: Pode crescer até 1 m de altura; pequenas folhas bem esparsas e florzinhas branco-rosadas.

Partes usadas: Folhas e hastes

Método de extração: Destilação com vapor.

Rendimento:  0,1 a 0,2%

Usos mais importantes: Problemas de reprodução femininos, fertilidade, distúrbios circulatórios, antidepressivo, menopausa, machucados, feridas, hemorroidas, bactericida, anti-infeccioso, cansaço, nervoso, equilíbrio emocional.

Propriedades terapêuticas: Adstringente, hemostático, diurético, anti-séptico, antidepressivo, regenerador, tônico, antibiótico, antiespasmódico, anti-infeccioso.

Principais componentes químicos: Citronelol, geraniol, citronelil fromato, linalol, terpineol, iso mentono

Mistura-se bem com: limão, grapefruit, Lavanda, alecrim, camomila-romana, hortelã pimenta, cravo-da-índia, esclareia, gengibre, palmarosa, tangerina, ilangue-ilangue, sândalo, pimenta-do-reino, erva doce, zimbro, cipreste, rosa-damascena, rosa-marroquina, jasmim, olíbano, laranja.

Fatos interessantes: Introduzido na Europa, vindo da África no século 17. Há aproximadamente setecentas variedades de gerânio, mas apenas dez são usadas na feitura do óleo essencial. O tipo ornamental de gerânio, conhecido dos jardineiros, normalmente não se presta ao óleo essecila. O aroma exclusivo, que lembra o da rosa, é capturado colhendo-se as flores assim que as folhas ficam amarelas, antes disso o aroma lembra mais o do limão.

Contra indicação: Não se tem notícia de nenhuma.

 

Retirado do livro: A – Z Aromaterapia – Susan Worwood

 

 

 

 

 

Massoia

Achei muito interessante esse Óleo e a maneira do distribuidor descrever o mesmo. Fica a dica!

 

Massoia (Cryptocarya massoia)vidurasena-shaving-the-outer-layer-of-cinnamon-bark[1].jpg

O raro óleo da madeira que cheira a coco!

          O gênero Cryptocarya da família lauraceae é composto por mais de 350 espécies distribuídas através dos trópicos, subtrópicos e em regiões temperadas do mundo. Muitas espécies deste gênero tem sido utilizadas extensivamente como medicamento em um grande número de práticas etnobotânicas.             
          A árvore da massoia, é endêmica da ilha da Nova Guiné, tendo porte médio com ótimo desenvolvimento em florestas tropicais entre 400m e 1.000m de altitude.            
          Sua madeira aromática, se assemelha em aparência à da canela e é artigo de comércio a séculos. É utilizada pelas mulheres Javanesas e balinenses para preparar uma pomada aquecedora chamada “bobori”, que possui um agradável cheiro. Diz-se que as mulheres de pele branca adquirem um tom rosado suave com este produto. Tal efeito se deve ao efeito irritante na pele exercido pelo óleo essencial, principalmente se utilizado puro.               
          O óleo de massoia possui um aroma doce, extremamente similar ao cheiro de coco, sendo produzido da madeira que é obtida cortando a árvore na base, fazendo incisões circulares com intervalos de um metro, deixando depois a madeira para secar. Cada árvore rende em torno de 65kg de madeira seca, sendo que a maior parte do suprimento mundial é originário da Indonésia, principlamente de Irian Java que é a metade oeste da Nova Guiné.               
          O óleo de madeira de massoia é empregado pela indústria de alimentos como um aditivo aromatizante de margarinas, sorvetes, doces e leite. Poucas gotas dão um sabor delicioso de coco. Os componentes do óleo essencial são muito raros e somente encontrados em poucas plantas, como o macassá.             
          A massoia lactona presente no óleo, possui ação anticonvulsivante, analgésica, antiinflamatória e sedativa [1,2,3] potentes. Também apresentou potencial anticancerígeno [3].            
          No campo psicológico o óleo desperta o ânimo, traz alegria, entusiasmo, trabalhando a rigidez, depressão e melancolia. É considerado afrodisíaco, tanto em massagens, quanto inalação. Ao mesmo tempo, é um sedativo útil na insônia e ansiedade.     
          Na perfumaria, a massoia combina super bem com pau rosa, hortelã limão, sândalo, cedro do atlas, ambreto, benjoim, cacau e baunilha, jasmim e outros óleos essenciais na confecção de perfumes diferentes e arrojados. Contudo deve ser usada com cautela pois pode ocasionar irritação nas axilas, motivo que levou a IFRA a não indicar mais o seu uso em perfumes comerciais. Em aromatizadores de ambiente contudo não apresenta problemas.            

Resumo de indicações:isolated-cinnamon-stick[1].jpg


Ansiedade +++
Insônia ++
Depressão +
Anticonvulsivo (epilepsia) ++
Antiinflamatório +++
Analgésico +
Relaxante +
Estimulante da circulação local ++
Tonificante facial – dá viço e cor à pele pálida (<1%) +++
Anticatarral e mucolítico
Antiinfeccioso
Afrodisíaco +
Estimulante sexual (em cremes de 0,5-1%) ++

Cromatografia Laszlo: GC Massoia link

Concentração de uso:

Em óleo carreador em diluições de 1-2%. Inalação (6-15 gotas em difusor ambiental). Cremes e cosméticos 0,3-0,5%. Alimentos (geralmente de 4-6 gotas por KG)

Toxidade:

O produto pode ser irritante de peles sensíveis. Utilizar com cautela e sempre diluído para evitar problemas. Seu grau de irritação pode ser comparado ao do capim limão rico no aldeído citral.

Referências (textos Fabian Laszlo): 

1. Elisabetsky E, G.P. Coelho de Souza; Anticonvulsant properties of linalool and g-decanolactone in mice; ISHS Acta Horticulturae 1999 (501).
2. Costa-Lotufo LV, de Lucena DF, Andrade-Neto M, Bezerra JN, Leal LK, de Sousa FC, Viana GS. Analgesic, antiinflammatory and central depressor effects of the hydroalcoholic extract and fractions from Aeolanthus suaveolens.Biol Pharm Bull. 2004 Jun;27(6):821-4.
3. Barros ME, et al. Synthesis and evaluation of (-)-Massoialactone and analogues as potential anticancer and anti-inflammatory agents. Eur J Med Chem. 2014 Apr 9;76:291-300. 

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Eucalyptus Globulus

Imagem

 Nome latino: Eucalyptus globulus

Família: Myrtacecae

 Guia de compra:

  • Cor: Amarelo-claro
  • Viscosidade: Úmido
  • Aroma: Forte, lenhoso, canforoso. A cor amarela surge com a idade

 Países de origem: Austrália, China, Espanha, Portugal

Descrição: Árvore alta de casca lisa e branca, que pode crescer até mais de 30 m, com grandes folhas verdes rajadas, em forma de foice, que frequentemente chegam a mais de 20 cm de comprimento. Tem grandes flores brancas penugentes que se desenvolvem a partir do fruto, e um cálice lenhoso em forma de taça fechada que contém uma grande quantidades de sementes.

Partes usadas: Folhas e talos.

Método de extração: Destilação com vapor.

Rendimento:  1,8 a 2%

Usos mais importantes: Catarro, bronquite, resfriado, gripe, febre, sinusite, dores musculares, dor de cabeça, indolência, cansaço mental, reumatismo, asma, picada de insetos, erupção, feridas na pele, frieira, dor de garganta.

 Propriedades terapêuticas: Anti-séptico, anti-inflamatório,expectorante, antifungo, antitérmico, anti-infeccioso, antiparasítico, antinevrálgico,m anti-putrescente, peitoral. As propriedades anti-sépticas desse óleo aumentam com a idade.

 Principais componentes químicos: 1,8-cineol, para cimene, eucaliptol, fenqueno, globulol, canfeno.

 Mistura-se bem com: Lavanda, alecrim, camomila-romana, camomila-dos-alemães,  hortelã-pimenta, tomilho-lanoso, tomilho-dourado,  limão,grapefruit, gerânio, gengibre, zimbro, cipreste, pinho.

 Fatos interessantes: O óleo essencial foi destilado pela primeira vez na Austrália em 1788, pelo cirurgião-geral da colônia, doutor John White. A árvore é em geral conhecida como “gomífera azul da Tasmânia”. O interesse internacional pela árvore surgiu em virtude de seu rápido crescimento e por ela usar uma grande quantidade de água, sendo assim capaz de converter pântano em terra arável. Provavelmente por ter esse processo destruído o campo fértil para o mosquito da malária, no século 19 a árvore ganhou a reputação de ser capaz de eliminar um local de “miasma” ou “febre”, quando a fonte da malária ainda não era conhecida. Daí o nome “árvore da febre”.

Contra indicação: Não deve ser usado em menores de 12 anos.

Retirado do livro: A – Z Aromaterapia – Susan Worwood

FOS – Frutooligossacarídeos e Probióticos.

FOS – Frutooligossacarídeos e Probióticos
Foto: FOS – Frutooligossacarídeos e Probióticos.<br />
Hoje em dia, nossa dieta contém muitos alimentos industrializados e ingerimos cada vez menos vegetais e frutas. Por causa disso, os suplementos de fibras tornaram-se grandes aliados de uma dieta balanceada.<br />
Mas é importante ressaltar que existem diferenças entre as diversas fibras disponíveis, e o tipo de fibra faz toda a diferença na capacidade em trazer benefícios para você.<br />
Alguns tipos de açúcares podem levar à fermentação excessiva das fibras, e por isso a utilização de FOS ( Frutooligossacarídeo), algumas vezes chamado de oligofrutose, é preferido.<br />
São, portanto, hidratos de carbono que resultam da ligação glicosídica de entre dois a dez monossacarídeos, utilizados  como adoçante, porém sem os efeitos adversos do aspartame, ciclamato e glutamato.<br />
O FOS  começou a ser utilizado na década de 1980 quando houve uma maior demanda por parte do consumidor por alimentos mais saudáveis e com menos calorias.</p>
<p>Trata-se de  um açúcar complexo derivado de plantas que já é comercializado hoje em dia como suplemento nutricional.  Preparado pela hidrólise de inulina e pela enzima a partir da sacarose frutosiltransferase. Porém, são açúcares ‘não<br />
convencionais’, não metabolizados pelo organismo humano e<br />
não calóricos.<br />
São considerados prebióticos uma vez que promovem seletivamente o crescimento de probióticos como Acidophillus e Bifidus. Essa característica faz com que os FOS promovam uma série de benefícios à saúde humana, desde a redução de colesterol sérico até o auxílio na prevenção de alguns tipos de cânceres,  concomitantemente à inibição do crescimento de microrganismos patogênicos, levado a um equilíbrio da microbiota, promovendo uma série de benefícios ao<br />
organismo.<br />
Além disso, eles fornecem uma sensação de matéria oleosa (causando maior sensação de saciedade), e sabor real de açúcar sem os aspectos negativos.  São extraídos das frutas e vegetais (como banana, cebola, chicória, alho, aspargo, trigo, tomate, entre outros).<br />
Os FOS resistem à hidrólise por meio das enzimas salivares e digestivas intestinais. No cólon eles são fermentados por bactérias anaeróbicas. Em outras palavras, eles possuem um valor calórico menor e ainda contribuem com o funcionamento da fibra alimentar da sua dieta. Os FOS são mais solúveis que as inulinas e são, assim, mais usados como aditivo em iogurte e outros produtos derivados do leite.</p>
<p>Em prol de uma boa saúde é muito importante corrigirmos o equilíbrio nas populações de bactérias “boas” e “más” na flora intestinal, para que possamos ter nosso organismo funcionando de forma  equilibrada, o que é essencial para a absorção otimizada dos nutrientes ingeridos. Os frutooligossacarídeos desempenham funções fisiológicas como alteração do trânsito intestinal com efeito de redução de metabólitos tóxicos, controle da pressão arterial, melhoria da biodisponibilidade de minerais, como cálcio, aumentando sua absorção e diminuindo o risco de osteoporose, diminuição do risco de aterosclerose, diminuição dos níveis de uréia e ácido úrico, mantendo o equilíbrio de nitrogênio, redução do colesterol plasmático e da hipertrigliceridemia.</p>
<p>Em relação ao câncer, os frutooligossacarídeos atuam indiretamente, através da produção de altas concentrações de ácidos graxos de cadeia curta (butirato, propionato e acetato), os quais são utilizados como fonte de energia pelas células epiteliais do cólon e são produzidos a partir da fermentação de carboidratos não digeríveis. Os frutooligossacarídeos reduzem os agentes genotóxicos no intestino e aumentam a produção de ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, que desativam componentes tóxicos (nitrosaminas e peróxido de hidrogênio) nas células do cólon de humanos, diminuem a formação de DNA e participa na diferenciação celular.</p>
<p>Os frutooligossacarídeos estimulam funções do sistema imunológico, diminuem a incidência de deslocamento bacteriano, evitando infecções e septicemias, e devido a uma alta concentração de bactérias produtoras de ácido lático, há uma diminuição da ação de enzimas implicadas em carcinogênese, diminuição da concentração de amônia fecal e incidência de tumores. Além de um efeito nutricional, os frutooligosacarídeos possuem efeitos benéficos fisiológicos e psicológicos que resultam em melhora na saúde ou risco reduzido de doença crônica. </p>
<p>O alto consumo de grandes quantidades de açúcar refinado, carnes e alimentos processados – típicos da alimentação cotidiana – pode deter populações de bactérias benéficas e favorecer o crescimento da população de bactérias nocivas. Esse desequilíbrio é extremamente maléfico ao seu organismo. Seus benefícios são ampliados pela adoção de uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis, sendo importante também a ingestão de líquidos.</p>
<p>Procure sempre um especialista.</p>
<p>Referências:<br />
1. Liboni Passos , L. ;  Kun Park, Y. "Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos"  Ciência Rural, Santa Maria, v.33, n.2, p385-390, 2003<br />
2. MOLIS, C. et al. Digestion, excretion, and energy value of<br />
fructooligosaccharides in healthy humans. Am J Clin Nutr,<br />
Nantes, v.64, n.3, p.324328, 1996<br />
3. SPIEGEL, J.E. et al. Safety and benefits of frutooligosaccharides<br />
as food ingredients. Food Techn, Boston, v.48, p.85-89, 1994.<br />
4. Christopher Duggan, Jennifer Gannon and W Allan Walker. Protective nutrients and functional foods for the gastrointestinal tract. American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 75, No. 5, 789-808, May 2002.<br />
5. Kelly S. Swanson et al. Fructooligosaccharides and Lactobacillus acidophilus Modify Bowel Function and Protein Catabolites Excreted by Healthy Humans. American Society for Nutritional Sciences, J. Nutr. 132:3042-3050, October 2002.” src=”<a href=https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/p480x480/1014450_222289871267026_284318081_n.jpg&#8221; width=”403″ height=”416″ />
Hoje em dia, nossa dieta contém muitos alimentos industrializados e ingerimos cada vez menos vegetais e frutas. Por causa disso, os suplementos de fibras tornaram-se grandes aliados de uma dieta balanceada.
Mas é importante ressaltar que existem diferenças entre as diversas fibras disponíveis, e o tipo de fibra faz toda a diferença na capacidade em trazer benefícios para você.
Alguns tipos de açúcares podem levar à fermentação excessiva das fibras, e por isso a utilização de FOS ( Frutooligossacarídeo), algumas vezes chamado de oligofrutose, é preferido.
São, portanto, hidratos de carbono que resultam da ligação glicosídica de entre dois a dez monossacarídeos, utilizados como adoçante, porém sem os efeitos adversos do aspartame, ciclamato e glutamato.
O FOS começou a ser utilizado na década de 1980 quando houve uma maior demanda por parte do consumidor por alimentos mais saudáveis e com menos calorias.

Trata-se de um açúcar complexo derivado de plantas que já é comercializado hoje em dia como suplemento nutricional. Preparado pela hidrólise de inulina e pela enzima a partir da sacarose frutosiltransferase. Porém, são açúcares ‘não convencionais’, não metabolizados pelo organismo humano e
não calóricos.
São considerados prebióticos uma vez que promovem seletivamente o crescimento de probióticos como Acidophillus e Bifidus. Essa característica faz com que os FOS promovam uma série de benefícios à saúde humana, desde a redução de colesterol sérico até o auxílio na prevenção de alguns tipos de cânceres, concomitantemente à inibição do crescimento de microrganismos patogênicos, levado a um equilíbrio da microbiota, promovendo uma série de benefícios ao organismo.
Além disso, eles fornecem uma sensação de matéria oleosa (causando maior sensação de saciedade), e sabor real de açúcar sem os aspectos negativos. São extraídos das frutas e vegetais (como banana, cebola, chicória, alho, aspargo, trigo, tomate, entre outros).
Os FOS resistem à hidrólise por meio das enzimas salivares e digestivas intestinais. No cólon eles são fermentados por bactérias anaeróbicas. Em outras palavras, eles possuem um valor calórico menor e ainda contribuem com o funcionamento da fibra alimentar da sua dieta. Os FOS são mais solúveis que as inulinas e são, assim, mais usados como aditivo em iogurte e outros produtos derivados do leite.

Em prol de uma boa saúde é muito importante corrigirmos o equilíbrio nas populações de bactérias “boas” e “más” na flora intestinal, para que possamos ter nosso organismo funcionando de forma equilibrada, o que é essencial para a absorção otimizada dos nutrientes ingeridos. Os frutooligossacarídeos desempenham funções fisiológicas como alteração do trânsito intestinal com efeito de redução de metabólitos tóxicos, controle da pressão arterial, melhoria da biodisponibilidade de minerais, como cálcio, aumentando sua absorção e diminuindo o risco de osteoporose, diminuição do risco de aterosclerose, diminuição dos níveis de uréia e ácido úrico, mantendo o equilíbrio de nitrogênio, redução do colesterol plasmático e da hipertrigliceridemia.

Em relação ao câncer, os frutooligossacarídeos atuam indiretamente, através da produção de altas concentrações de ácidos graxos de cadeia curta (butirato, propionato e acetato), os quais são utilizados como fonte de energia pelas células epiteliais do cólon e são produzidos a partir da fermentação de carboidratos não digeríveis. Os frutooligossacarídeos reduzem os agentes genotóxicos no intestino e aumentam a produção de ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, que desativam componentes tóxicos (nitrosaminas e peróxido de hidrogênio) nas células do cólon de humanos, diminuem a formação de DNA e participa na diferenciação celular.

Os frutooligossacarídeos estimulam funções do sistema imunológico, diminuem a incidência de deslocamento bacteriano, evitando infecções e septicemias, e devido a uma alta concentração de bactérias produtoras de ácido lático, há uma diminuição da ação de enzimas implicadas em carcinogênese, diminuição da concentração de amônia fecal e incidência de tumores. Além de um efeito nutricional, os frutooligosacarídeos possuem efeitos benéficos fisiológicos e psicológicos que resultam em melhora na saúde ou risco reduzido de doença crônica.

O alto consumo de grandes quantidades de açúcar refinado, carnes e alimentos processados – típicos da alimentação cotidiana – pode deter populações de bactérias benéficas e favorecer o crescimento da população de bactérias nocivas. Esse desequilíbrio é extremamente maléfico ao seu organismo. Seus benefícios são ampliados pela adoção de uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis, sendo importante também a ingestão de líquidos.

Procure sempre um especialista.

Referências:
1. Liboni Passos , L. ; Kun Park, Y. “Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos” Ciência Rural, Santa Maria, v.33, n.2, p385-390, 2003
2. MOLIS, C. et al. Digestion, excretion, and energy value of
fructooligosaccharides in healthy humans. Am J Clin Nutr,
Nantes, v.64, n.3, p.324328, 1996
3. SPIEGEL, J.E. et al. Safety and benefits of frutooligosaccharides
as food ingredients. Food Techn, Boston, v.48, p.85-89, 1994.
4. Christopher Duggan, Jennifer Gannon and W Allan Walker. Protective nutrients and functional foods for the gastrointestinal tract. American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 75, No. 5, 789-808, May 2002.
5. Kelly S. Swanson et al. Fructooligosaccharides and Lactobacillus acidophilus Modify Bowel Function and Protein Catabolites Excreted by Healthy Humans. American Society for Nutritional Sciences, J. Nutr. 132:3042-3050, October 2002.

Repost de Homeostasis

Eucalyptus Citriodora

Eucalyptus_citriodora

Nome latino: Eucalyptus citriodora

Família: Myrtacecae

Guia de compra:

  • Cor: Amarelo-claro a vivo
  • Viscosidade: Úmido
  • Aroma: Forte, balsâmico, cítrico

Países de origem: Austrália, Brasil, China, Índia, África do Sul

Descrição: Árvore alta e perene, de tronco branco enodoado e flores brancas penugentas. Para a produção do óleo a árvore é cortada na altura de 1,5 m, a fm de estimular novo crescimento, porque grande parte do óleo se contra nas folhas novas.

Partes usadas: Folhas e ramos.

Método de extração: Destilação com vapor.

Rendimento:  2 a 2,4% ( espécies selvagens: 1%).

Usos mais importantes: Infecções do peito, anti-séptico, infecções por fungo, repelente de insetos, infecções de pele por bactéria, dores, ferimentos, asma, dor de garganta, febre, catapora, sarampo, tônico geral do corpo, reumatismo, relaxamento, artrite, cistite.

Propriedades terapêuticas: Antiinfecciosos, anti-séptico, antiinflamatório, calmante, peitoral, antibiótico, vulnerário, antifungo.

Principais componentes químicos: Citronelal, citronelil, acetato, citronelol, 1,8-cineolo, linalol.

Mistura-se bem com: Manjericão, benjoim, cedro, esclareia, cravo,  gerânio, lavanda, gengibre, pimenta-do-reino, laranja, outros óleos de eucalipto, olíbano, zimbro, cipreste, limão, manjerona, hortelã-pimenta, pinho, ravensara, alecrim, sálvia, tea tree, tomilho-lanoso, vetiver, ilangue-ilangue.

Fatos interessantes: Usado como repelete para baratas, traças de livros, etc. A madeira é empregada em situações que requerem resistência e flexibilidade, como por exemplo a estrutura inferior das carroceiras, construção de navios e de pontes, madeiramento de teto, alças, pás, picaretas, etc. Costumava ser incluído num cigarro vendido na Austrália, que continha três variedade de eucalipto.

Contra indicação: Não se tem notícia de nenhuma.

A – Z Aromaterapia – Susan Worwood

Esclareia

esclareia

 

Nome latino: Salvia sclarea

Família: Lamianceae

Guia de compra:

  • Cor: Desde incolor a amarelo-claro
  • Viscosidade: Úmido (o óleo só é viscoso se as folhas são incluídas na destilação – e nesse caso a cor é esverdeada)
  • Aroma: de nozes, quente, leve, almiscarado, de ervas

Países de origem: França, Espanha, Bulgária, Rússia, Itália, Estados Unidos, Inglaterra, Marrocos, Alemanha

Descrição: Planta bienal que cresce até 90 cm de altura, de folhas grandes e felpudas que se desenvolvem apenas até a metade da largura da planta. As flores rosadas, puxando para o lilás, crescem sobre as folhas, ainda diretamente de caules longos e finos.

Partes usadas: Extremidades que contém as flores.

Método de extração: destilação com vapor.

Usos mais importantes: Fadiga muscular, problemas menstruais, tensão pré-mestrual, fertilidade, cansaço, insônia, problemas da menopausa, clamante, estresse, depressão, cãibras, transpiração excessiva.

Propriedades terapêuticas: Anti-séptico, calmante, tônico, emenagogo, antiingeccioso, an tiespasmódico, antisudorífero, afrodisíaco, tônico dos nervos, nervino, simular ao estrogênio

Principais componentes químicos: linalol, linalil acetato, fermacreno, geranil acetato.

Mistura-se bem com: Gerânio, limão, grapefruit, lavanda, sândalo, cipreste, tangerina, jasmim, zimbro, rosa-marroquina, rosa-damascena, bergamota, louro, pimenta-do-reino, camomila-romana coentro, patchuli, tea tree. Mistura-se bem, em pequenas doses, com a maioria dos óleos absolutos de flores.

Fatos interessantes: O nome “salva” deriva da palavra latina “boa saúde”. Na Alemanha a erva era usada, com flores de sabugueiro, como aditivo em vinhos baratos, para que eles tivessem o gosto do moscatel. Também é usada como substituto para o lúpulo no fabrico da cerveja. Na Jamaica a planta era misturada com coco para diminuir a dor em casos de picadas de escorpião. As sementes eram suadas em muitos países para resolver problemas de visão.

Contra indicação: Evite o uso durante a gravidez

Cipreste

Ciprestes na toscana

Nome latino: Cupressus sempervirens

Família: Conifera ou Cupressaceae

Guia de compra:

  • Cor: Incolor a ligeiramente amarelado
  • Viscosidade: Úmido
  • Aroma: Lenhoso, quente, levemente picante

Países de origem: França, Espanha

Descrição: Árvore perene em forma de cone,chegando a 24 m, com folhas e pinhas verde-escuras; as pinhas contêm nozes em seu interior.

Partes usadas: Folhagem e ramos dos galhos novos.

Método de extração: destilação com vapor.

Rendimento: 1,3 a 1,5%

Usos mais importantes: Circulação, varizes, hemorroidas, problemas de menopausa, problemas de menstruação, tosse, asma e alguns problemas respiratórios, retenção de líquido, celulite, reumatismo, tensão, nervosismo.

Propriedades terapêuticas: Adstringente, antiespasmódico, anti-sudorífero, diurético, restaurador, cicatrizante, vasoconstrictor, tônico respiratório, calmante.

Principais componentes químicos: alfa pineno, delta 3 careno, mirceno, cedrol, cedrino, terpinoleno, limoneno.

Mistura-se bem com: Bergamota, esclareia, limão, lavanda, laranja, lima, zimbro, pinho, manjerona, camomila-romana, tangerina, sândalo, alecrim, gerânio, eucalipto (todos), olíbano, cedro, ravensara, alecrim, tea tree.

Fatos interessantes: A árvore deu nome à ilha de Chipre. Acredita-se que a cruz de Jesus tenha sido feita de cipreste. Os chineses acham que as nozes fazem bem ao fígado. É associada a funerais e, por extensão, a dor. A madeira repele os cupins, e por isso é boa para obras de arte e mobílias.

Contra indicação: Não se tem notícia de nenhuma

 

 

A AROMATERAPIA E AS ESTAÇÕES: OUTONO-INVERNO

Dicas-Para-Um-Inverno-Com-Mais-Sade

A Aromaterapia pode ser explorada nas quatro estações do ano, seja para promover o bem-estar, equilíbrio e saúde, para amenizar os sintomas das doenças típicas de cada época ou para potencializar o bom astral que traz a primavera, o verão, o outono e o inverno. Afinal, quem não sente a alegria do calor e o aconchego dos dias friozinhos?

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Os dias floridos da Primavera dão lugar ao calor do Verão. Férias, praia, sorvete, roupas leves, dormir e acordar mais tarde… É inegável que as estações mais quentes do ano trazem à tona a disposição, alegria e maior sociabilidade entre as pessoas, que por causa do calor, acabam passando mais tempo na rua, passeando e celebrando a vida. Mas depois de alguns meses nessa rotina, o suor já começa a incomodar, o corpo começa a sofrer pelo pouco descanso nas noites mais quentes e o calor já não parece tão agradável assim.

É nesse momento que a sábia Mãe Natureza nos envia o frescor, o alívio, a chegada do Outono! É a estação que muitas pessoas consideram ideal: noites frias, gostosas de dormir, e dias agradáveis, com calorzinho ideal. Logo depois, o Inverno invade nossos dias e noites, com toda sua elegância, aconchego e calor humano. Quem nega que os dias nestas duas estações são os mais lindos do ano inteiro?

gavetas2_222726Quando o frio aparece de surpresa, qual nossa primeira reação? Tirar as blusas, meias e as cobertas mais quentes do armário! O problema é que elas ficaram meses guardadas, o que acaba acumulando ácaros, mofo, poeira e fungos. Para amenizar o “cheiro de guardado” e eliminar o mofo, a dica é pegar uma buxinha de algodão e pingar 4 gotas de óleo essencial de lavanda e 2 gotas de O.E de lemongrass. Deixe no armario, estes dois aromas evitam o mofo e ácaros.

faxinaJá bem agasalhados, buscamos o aconchego da casa. É tempo de dormir mais cedo, assistir bons filmes, tomar aquela sopa quentinha, beber um bom vinho, ficar juntinho de quem se ama. Para que esse clima de acolhimento e conforto permaneça por mais tempo no seu lar, experimente no aromatizador ambiental elétrico 2 gotas de O.E de lemongras e 2 gotas de O.E de tangerina com um pouco de água.

E na hora da faxina pra valer nos dias frios, você pode desinfetar o chão e manter a casa limpa por mais tempo utilizando no balde 5 gotas de O.E de tea tree e 3 gotas de O.E de eucalipto, dissolvidas em 2 colheres de sopa de álcool para 5 litros de água.

Vamos falar das doenças do Outono-Inverno?

Com as rápidas quedas de temperatura, cresce o risco de adquirir gripes, infecções respiratórias e alergias, doenças tão comuns nesta época do ano e que merecem cuidados. Preparamos receitas especiais para algumas delas, confira:

Infecções de garganta
Nessa época do ano, são comuns infecções de garganta, causadas por vírus e bactérias, que provocam irritação, febre, tosse seca e rouquidão. A primeira dica para aliviar estes sintomas é a hidratação constante. Mas mesmo bebendo muito líquido, a Aromaterapia pode ajudar, experimente 1 gota de O.E de tea tree e 1 gota de O.E de lavanda, dissolvidos em uma colher de sopa de gel neutro. Misture bem e aplique o gel em toda a garganta (aplicar na pele/pescoço) 2 vezes ao dia.

Asma e Bronquite
Muito comuns no outono, estação em que as pessoas ficam mais expostas à poluição, fumaça e pólen. Chiados e dificuldades em respirar são alguns dos sintomas. Para aliviá-los, utilize no aromatizador pessoal 1 gota de O.E de manjerona, 1 vez ao dia por 2 dias consecutivos.

rinite2Rinite e Sinusite
Campeã entre as alergias nesta época do ano, a rinite é a inflamação das vias respiratórias provocada por variações climáticas bruscas e o contato com a poeira e poluentes. Espirros constantes e coceira nos olhos são apenas alguns dos sintomas. Para amenizar o desconforto da Rinite e também os sitomas da Sinusite, use no aromatizador pessoal 1 gota de O.E de hortelã pimenta – mas caso você seja hipertenso, utilize 1 gota de O.E de cedro OU 1 gota de O.E de manjericão.alergia 2

Otite
Na relação de doenças típicas do frio está também a Otite. Pingue 1 gota de O.E de sálvia esclaréia no algodão e coloque a pequena buxinha de algodão no ouvido, pingue 1 vez ao dia e coloque por 4 dias consecutivos.

Conjuntivite
E, para fechar a lista, temos a Conjuntivite. Experimente a dica! 1 gota de óleo essencial de lavanda diluída em 1 colher de mel e 100ml de água. Lavar o olho com esta receita 3 vezes ao dia, durante 7 dias.

*Dicas para evitar as doenças do Outono-Inverno*

- Evite utilizar vassouras, elas levantam poeira, ácaro e mofo, e isso facilita o contato com as vias áreas;
– Dias frios ou chuvosos lembram carros trancados, vidros fechados. Para fazer do seu carro também um ambiente saudável nesse período, utilize no aromatizador para carros 2 gotas de O.E de laranja doce + 2 gotas de O.E limão siciliano;
– Evite aglomerações e lugares pouco arejados;
– Mantenha o organismo hidratado, beba bastante líquido;
– Evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
– Mantenha o ambiente arejado. As bactérias e vírus se disseminam em ambientes fechados;
– Lave as mãos com frequência;
– Mantenha as vacinas em dia;
– Aqueça os ambientes de trabalho e de casa nos dias mais frios, mantendo umidade adequada;
– Utilize roupas adequadas e luvas quando houver necessidade de se expor ao ar livre em dias frios;
– Mantenha hábitos saudáveis como tempo de sono adequado, alimentação saudável, exercícios físicos;
– Não saia de lugares muito aquecidos para lugares frios com frequência e evite tomar bebidas geladas por um longo período. Enfim, aproveite o inverno e cuide da sua saúde!

Repost do blog http://www.harmoniearomaterapia.com.br/a-aromaterapia-e-as-estacoes-outono-inverno/comment-page-1/#comment-1409

Sabonetes Artesanais

Há indícios de que já na pré-história o ser humano fazia uso do sabão mesmo não sabendo da importância que um dia este produto teria para toda a humanidade. Segundo uma antiga lenda romana, a palavra ‘sabão’ teve sua origem no Monte Sapo, próximo à Roma, na Itália, onde animais eram oferecidos em sacrifício para os deuses. A gordura dos animais imolados no fogo misturava-se com a madeira queimada do altar. Esta mistura escorria para o solo nas proximidades de rios e as mulheres, ao lavarem roupas, sentiam uma maior facilidade em limpá-las quando estavam em contato com a nova substância.

Sabonete

O ano de 1878 foi um marco na história do desenvolvimento dos sabões modernos, quando foi inventado o sabão branco. Isto ocorreu acidentalmente, devido à inclusão de ar na solução de sabão antes da moldagem.
O uso medicinal dos sabões nos remete aos registros nos quais são mencionadas suas propriedades medicinais e de limpeza. Alguns estudiosos usaram sabão para tentar solucionar diversos problemas de pele, incluindo a escabiose, a psoríese, a tinea, o versicolor e a herpes tonsurans. Na Europa, no século XIX, foram descritos tratamentos com o uso do sabonete de versicolor da acne vulgar e da micose. E nos Estados Unidos, experimentaram tratar a acne com um sabão fino, feito de azeite de oliva e soda cáustica.

Na época de Napoleão, na Europa, o banho ainda não era um costume corrente e as pessoas não o praticavam. Nos tempos elisabetanos, o banho era um evento anual, felizmente, com a mudança das gerações, este hábito tornou-se diário, mostrando-se útil à remoção de microorganismos da pele, reduzindo, desta forma, o risco de infecções na mesma.

Os sabões são resultados da reação química entre a gordura e um álcali, resultando num sal ácido de gordura com ação detergente. O nome “sabonete” teve origem na França, onde se iniciou a confecção de sabões nos quais eram inseridas cores e aromas. A palavra em francês é “SAVONETE”.

Na década de 50, com o desenvolvimento da indústria química e o ajuste das fórmulas, foi constatado um baixo índice de alergia ao uso de sabonetes, além de uma diminuição em seu custo. A função do sabonete consiste em emulsionar e suspender pequenas partículas sólidas da pele, que,desta forma, são eliminadas junto com a água, diminuindo o ressecamento da pele. A composição dos sabonetes podem ser incorporados óleos vegetais ou minerais.

Com o passar do tempo, as indústrias químicas desenvolveram sabonetes menos agressivos à pele, como os sabonetes de glicerina. Outras indústrias também auxiliaram esse desenvolvimento, criando equipamentos que tornaram a mão-de-obra das fábricas de sabonete mais rápida e eficiente.Atualmente, podemos preparar nossos próprios sabonetes, utilizando bases que são dissolvidas artesanalmente, adicionando a eles cores e aromas e ainda moldando-os em várias formas e tamanhos diferentes.

SABONETES COMERCIAIS:

A carência de glicerina nos sabonetes comerciais é a principal razão do ressecamento que sentimos na pele com o seu uso. E muitas vezes vemos o próprio sabonete ressecar e rachar. Esta é a principal diferença entre os sabonetes comerciais e os sabonetes artesanais. Os ácidos graxos contidos nos óleos utilizados para se fazer o sabonete artesanal ajudam a regular a umidade e nutrir a pele, enquanto a glicerina natural dá uma textura mais macia.

Os sabonetes comerciais que você encontra nos supermercados são fabricados visando dois aspectos: a conservação do produto nas prateleiras do comércio e oferecer ao consumidor um produto de maior duração, com isso justificam o uso de produtos químicos e conservantes resultando em um produto que nem poderia mais ser chamado de sabão ou sabonete, na sua verdadeira acepção, pois nada mais são do que detergentes sintéticos, utilizando inclusive o hidróxido de sódio (soda cáustica). Muitos desses detergentes são à base de petróleo e outros que contêm substâncias encontradas na natureza, mas são extraídos radicalmente e modificados

Os sabonetes comercialmente vendidos são na verdade detergentes sintéticos. Em comparação, o sabonete artesanal, é a forma pura e verdadeira do sabonete.

Sabonete de maracujaFazer sabonete é uma arte. O sabonete artesanal é macio, rico, envolvente e calmante. Sua espuma é densa e penetrante, ela deixa uma película emoliente na pele tornando-a macia e sensual.
Os sabonetes artesanais não contêm detergentes sintéticos nem os conservantes encontrados nos sabonetes comerciais. O uso dessas cargas tem como objetivo prolongar seu prazo de conservação nas prateleiras das lojas.
A glicerina é um derivado de componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele presente nos sabonetes comuns. Usado desde a cosmética antiga, permanecendo até hoje, como elemento de uso obrigatório nas formulações que proporcionam profunda ação hidratante. A glicerina é um umectante. Uma molécula de glicerina é criada para cada três moléculas de sabão. Os fabricantes de sabonetes comerciais retiram a glicerina do sabonete e a revendem para a indústria de cosméticos e farmacêutica. No Sabonete Artesanal é naturalmente formada e permanece no sabonete.
O Sabonete Artesanal é naturalmente mais macio, quando tocá-lo suavemente você deverá sentir a sua delicadeza. Você pode perceber que quando ele é fresco, o sabonete absorve a umidade do ar em pequenas gotas que deixam a sua superfície úmida.

Aprenda a fazer sabonetes medicinais: 
Um dos produtos artesanais mais simples e gostosos de se fazer são sabonetes.
Além, de poder customizá-los de acordo com sua pele, necessidades de tratamento, ou simplesmente usá-los como item de decoração é uma terapia e tanto, Além de ser um produto ecológico, pois você pode usar corantes, essências, e substâncias naturais no seu preparo!!!

Sabonetes medicinais:

Como o próprio nome diz, são sabonetes feitos com ervas medicinais e produtos da natureza, com propriedades terapêuticas.

Anticelulite (sabonete 1)

Material
150 g de glicerina leitosa ou transparente
1/2 colher (sopa) de argila verde
4 ml de extrato glicólico de hera
4 ml de extrato glicólico de centella asiática
4 ml de essência de algas
Corante verde à base de água a gosto
Álcool de cereais
Fôrma de silicone texturizada
Como usar: A cada banho, faça movimentos circulares com o sabonete na região afetada.

Clareador de manchas (sabonete 2)

Material
100 g de glicerina leitosa
3 ml de extrato glicólico de pepino
3 ml de essência de maçã-verde
Corante verde à base de água a gosto
Fôrma redonda de PVC
Álcool de cereal
Como usar: Todos os dias, no banho, lave a área afetada com o sabonete clareador de manchas.

Antiacne (sabonete 3)

Material
100 g de glicerina transparente
1 colher (sopa) de calêndula desidratada
3 ml de extrato glicólico de calêndula
3 ml de essência de calêndula
Fôrma quadrada de PVC
Como usar: Lave o rosto com o produto em água corrente três vezes ao dia (manhã, tarde e noite).

Modo de fazer:
Para estes três sabonetes, a fórmula é a mesma.
Ponha a glicerina picada num recipiente plástico.
Coloque em banho-maria ou leve ao micro-ondas por períodos de 15 segundos até ficar líquida.
Adicione os ingredientes um a um (menos o álcool) e misture.
Despeje na fôrma (as formas de silicone são as melhores), borrife álcool, deixe secar e desenforme.

Sabonete Pré-sol

Material
150 gr de glicerina leitosa
7 ml de extrato glicólico de cenoura
7 ml de essência frutal
Corante laranja à base de água a gosto
Fôrma oval de PVC
Como usar: Uma semana antes de pegar sol (no mínimo) tome banho diariamente com o sabonete para preparar a pele para o bronzeamento.

Modo de fazer
Ponha a glicerina picada num recipiente plástico. Coloque em banho-maria ou leve ao micro-ondas por períodos de 15 segundos até ficar líquida. Adicione os ingredientes um a um (menos o álcool) e misture. Despeje na fôrma, borrife álcool, deixe secar e desenforme.

Sabonete Pós-sol

Material
100 gr de glicerina transparente
1 colher (sopa) de camomila desidratada
3 ml de extrato glicólico de camomila
3 ml de essência de camomila
Fôrma redonda de PVC
Como usar:Diariamente, após se expor ao sol, tome banho com o sabonete para acalmar a pele, manter o bronzeado e não desidratar.

Modo de fazer
Ponha a glicerina picada num recipiente plástico. Coloque em banho-maria ou leve ao micro-ondas por períodos de 15 segundos até ficar líquida. Adicione os ingredientes um a um (menos o álcool) e misture. Despeje na fôrma, borrife álcool, deixe secar e desenforme.

Sabonete de Maracujá

Material
100 g de glicerina leitosa
7 ml de essência de maracujá
50 g de glicerina transparente
Sementes desidratadas de maracujá
Corante amarelo à base de água
Fôrma de flor em PVC ou silicone
Álcool de cereal
Modo de preparo
Na fôrma, despeje algumas sementes de maracujá e reserve. Pique e derreta a glicerina transparente como ensinado no modo de preparo da página anterior. Agora, adicione metade da essência e gotas de corante, mexendo até ficar homogêneo. Em seguida, despeje tudo em uma fôrma, borrife álcool de cereal e espere secar. Derreta a glicerina leitosa, adicione gotas de corante e o resto da essência. Despeje o conteúdo sobre a outra parte do sabonete, borrife álcool e espere secar.
Bom uso, e boa sorte!!

Segue apenas um exemplo de como fazer

Repost da página Homeostasis – https://www.facebook.com/Homeosstasis?fref=ts – Christiane Souza e Silva